Colageno – Suplementação na doença osteomuscular

A suplementação de colágeno em doenças osteomusculares tem sido mais estudada principalmente em condições articulares degenerativas, especialmente na Osteoartrite.
As principais indicações avaliadas na literatura incluem:
Dor articular relacionada à osteoartrite; Desgaste de cartilagem; Redução de mobilidade articular; Recuperação musculoesquelética em praticantes de atividade física;
Suporte complementar em tendinopatias e sarcopenia (com menor nível de evidência)
Os tipos mais utilizados são:

  • Colágeno hidrolisado (peptídeos de colágeno) indicado para suporte articular e muscular.
  • Colágeno tipo II não desnaturado (UC-II®) prescrito em osteoartrite e dor articular, geralmente em doses baixas (~40 mg/dia).

O colágeno tipo II não desnaturado possui evidências relativamente mais consistentes para melhora de dor, rigidez e função articular em osteoartrite leve a moderada.
Já os peptídeos de colágeno hidrolisado apresentam resultados heterogêneos, mas alguns estudos demonstram melhora de dor articular e funcionalidade após 3–6 meses de uso.
Não há evidências robustas de regeneração significativa de cartilagem em humanos.
O efeito costuma ser adjuvante, e não substitui medidas como exercício resistido, perda de peso, fisioterapia e manejo medicamentoso quando necessário.
Os melhores resultados costumam ocorrer quando associados a:
Exercício físico, adequada ingestão proteica, suplementação de Vitamina,
correção de deficiência de vitamina D e outros nutrientes
De forma prática, hoje o cenário mais aceito é:
Osteoartrite e dor articular leve/moderada onde pode haver benefício clínico.
Na prevenção de desgaste em atletas ou idosos apresenta possível benefício funcional. Ja na
reconstrução estrutural importante de cartilagem as evidências insuficientes.
Dr. Daniel Magnoni
@drdanielmagnoni